segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Entenda por que a FIA puniu a Red Bull após incidente com Norris no GP dos Estados Unidos !

 A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) justificou a multa imposta à Red Bull por uma infração considerada grave envolvendo um membro da equipe e a posição de largada de Lando Norris no GP dos Estados Unidos, realizado no Circuito das Américas, em Austin, no domingo (17).

O incidente ocorreu momentos antes do início da prova, quando um membro da Red Bull tentou retornar à pista para remover uma fita colocada na parede ao lado da segunda posição do grid, ocupada por Lando Norris, da McLaren. A fita é usada como referência para ajudar os pilotos a alinharem corretamente seus carros.

Segundo o portal RacingNews365, o funcionário da Red Bull ignorou os fiscais de pista ao tentar acessar a área já fechada, violando as instruções oficiais. A atitude foi classificada como uma “violação de segurança” e o time austríaco foi multado em € 50.000, sendo metade do valor suspensa até o fim da temporada, após uma investigação conduzida pelos comissários da prova.

Mesmo com um representante da equipe tentando justificar a ação perante os comissários, afirmando que o membro não percebeu os alertas dos fiscais, a FIA manteve o entendimento de que houve negligência grave por parte do time. O documento oficial da decisão explica:

“Um membro da equipe reentrou na área do portão 1, próximo à segunda posição de largada, após o início da volta de formação e no momento em que os fiscais de pista começaram a fechar o portão. De acordo com o relato dos fiscais de pista, o membro da equipe não pareceu reagir aos seus esforços para impedi-lo de entrar na área do portão. O representante da equipe afirmou durante a audiência que o membro da equipe o informou que não estava ciente dos esforços dos fiscais para detê-lo.”

Apesar disso, os comissários reforçaram que todas as equipes e seus integrantes devem ter plena ciência de que é terminantemente proibido entrar na pista ou atrapalhar qualquer medida de segurança após o esvaziamento do grid. “Assim, independentemente de as instruções dos oficiais relevantes terem sido percebidas pela pessoa em questão, dificultar ou atrasar o processo de fechamento dos portões antes do início da corrida deve ser considerado um ato inseguro e, portanto, uma penalidade significativa para a equipe é justificada. Para evitar qualquer reincidência, parte da penalidade financeira foi suspensa.”

O episódio ocorreu após a vitória dominante de Max Verstappen, que largou da pole position e conquistou sua quinta vitória da temporada em Austin, se aproximando dos líderes do campeonato, Oscar Piastri e Lando Norris.

Fonte : F1 Mania 

Foto : Red Bull




quinta-feira, 16 de outubro de 2025

MBR 2025 chegará à grande final com títulos em aberto em todas as categorias !

 O Campeonato Marcas Brasil Racing (MBR) chega ao encerramento da temporada 2025 fiel à sua reputação: equilibrado, competitivo e imprevisível até a última corrida. A sexta e última etapa, marcada para os dias 28 a 30 de novembro, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina (PR), será decisiva para definir os campeões das cinco categorias — MBR2000 A, B e Sênior, além das divisões MBR 1.6 Super e Elite.

Apesar de cinco etapas já disputadas, nenhum título está assegurado. Isso porque há 98 pontos em disputa na rodada final: 91 somados nas quatro baterias e mais sete pontos extras distribuídos por pole position, volta mais rápida, desempenho de box e resultado de equipe.

Assim, qualquer piloto que esteja até 98 pontos atrás do líder ainda tem chance matemática de título. Mas na prática, a conta é mais apertada e a briga real concentra-se entre os pilotos que chegam separados por diferenças pequenas o bastante para virar o jogo usando de uma boa estratégia no fim de semana em Londrina.

 

MBR2000 A – Rafael Barranco tenta confirmar o trabalho de regularidade

Na MBR2000 A, Rafael Barranco (VW Gol #9, Stumpf Preparações) chega à decisão com 360 pontos, seguido da dupla Gustavo Magnabosco/Henrique Basso (Renault Kwid #17, Roger Preparações), com 350, e Lamartine Pinotti (VW Gol #92, Sérgio Ferrari Racing) com 279.

Barranco construiu sua liderança com consistência. Desde a primeira etapa em Campo Grande até etapa recente em Cascavel, manteve um ritmo sólido. Agora, em Londrina, a diferença mínima de dez pontos para o segundo colocado obriga o líder a equilibrar a vontade de pisar fundo com a necessidade de administrar a vantagem conquistada.

“Acredito que o ponto de virada foi ao final da segunda etapa em Cascavel, quando conquistamos pontos importantes e assumimos a liderança”, recorda Barranco. “A pressão com certeza é maior chegando à última etapa com chances reais, mas a preparação deve ser constante, como foi nas anteriores”, menciona.

O piloto reconhece que Londrina é um circuito onde a margem para erro é pequena e que a disputa será decidida nos detalhes. “Devemos sempre prever e analisar os riscos. O importante é o campeonato como um todo, não apenas uma corrida”, afirma.

Mesmo com a liderança, Barranco sabe que a vantagem é frágil — e que Magnabosco e Basso estão no encalço. Em um campeonato decidido ponto a ponto, um erro ou uma quebra podem inverter completamente o quadro.

 

MBR2000 B – Rodrigo Elger busca coroar uma virada que lhe parecia improvável

A história da MBR2000 B é a da persistência. Rodrigo Elger (Chevrolet Onix #34, Cacá Competições) lidera com 343 pontos, seguido por Naor Petry (Chevrolet Onix, Roger Preparações) com 300. A diferença de 43 pontos parece confortável, mas o cenário muda rapidamente com quatro baterias pela frente e até 98 pontos em jogo.

Elger começou o ano fora da primeira etapa — o carro foi comprado usado e montado às pressas para a segunda corrida — e ainda assim conseguiu se colocar na disputa pelo título.

“Antes da última etapa, eu pensava que seria muito difícil disputar o título, porque perdi a primeira etapa”, relembra. Mas a força da equipe tem sido determinante. “A Cacá Competições sempre me entregou um carro muito competitivo. Chegamos a um acerto em que me sinto muito confiante. O segredo será a constância nas quatro corridas”, explica Elger.

Ele reforça que a parte emocional pesa tanto quanto a técnica: “A preparação do carro é fundamental, mas o controle emocional é importante para conseguir administrar todas as situações sem perder o foco e a performance”, lembra.

Mesmo à frente na pontuação, Elger não encara a liderança como um prêmio antecipado. Petry vem de bons resultados e promete atacar, apostando em Londrina como o palco da virada. “Esta temporada deixou claro que tem coisas na vida que são muito difíceis, mas não são impossíveis. Precisamos acreditar e sair da zona de conforto. A MBR é ótima categoria que vai crescer muito ainda e quero fazer parte disso”, completa o piloto, já de olho em 2026.

 

MBR2000 Sênior – Jacob administra vantagem sob pressão

Na categoria Sênior, o equilíbrio é o mesmo. André Jacob (VW UP #38, Cesinha Competições) soma 390 pontos, contra 359 de Marcos Paioli (Chevrolet Onix #96, Paioli Racing), e 321 da dupla Toninho Espolador/Kadu Silva (VW Gol #88, STR).

Jacob lidera, mas não folga. Ele sabe que Paioli é um adversário muito rápido, capaz de reduzir a diferença se o fim de semana não for perfeito. “Sabendo da competência do Paioli, tento ser mais consistente do começo ao fim. Tento marcar os adversários e entender até onde posso ir. Londrina talvez reduza a diferença de performance, e isso pode equilibrar ainda mais a disputa”, prevê.

Para o piloto, o segredo é a serenidade. “Quero evitar criar expectativas que possam me tirar o foco. Espero a etapa começar para ver o que é possível. O bom é chegar ao fim da temporada com chance real de título — e saber que há outros na briga também, o que mostra o quanto o campeonato é competitivo”, observa.

Jacob aposta na preparação física e técnica para manter o ritmo e cruzar o ano com o título na mão, mas deixa claro: ainda não há nada decidido.

 

MBR 1.6 Super – equilíbrio e promessa de disputa até o fim

 

Na MBR 1.6 Super, o cenário é igualmente apertado. Gustavo Magnabosco (VW Gol #63, Sérgio Ferrari Racing) lidera com 358 pontos, seguido por Richard Heidrich Jr (Fiat Uno #16, JW Motorsports) com 323, e Gabriel Ymagava (VW Polo #48, Ymagava Racing) com 304.

Magnabosco busca conquistar títulos em duas categorias, já que também briga pela taça da MBR2000 A. Mas a vantagem de 35 pontos na MBR1.6 Super é apertada para relaxar. Heidrich Jr mostrou velocidade nas etapas anteriores, e Ymagava vem crescendo no campeonato.

O líder aposta na experiência para segurar a vantagem, mas está ciente de que qualquer vacilo pode resultar em uma reviravolta.

“Automobilismo é algo que vai do céu ao inferno em um instante. Então, a estratégia é ter sempre os pés no chão e o foco no trabalho que fizemos o ano todo. Lógico que sonhamos em conquistar mais um título, mas sempre com os pés muito no chão. Sem dúvida será um final eletrizante em Londrina, com muita disputa, mas sempre com muita consciência, para não ter frustração”, avaliou Magnabosco.

 

MBR 1.6 Elite – diferença mínima define o favoritismo

A MBR 1.6 Elite chega à decisão como a categoria mais imprevisível do campeonato. Rafael Futsuki (VW UP #777, Cesinha Competições) soma 360 pontos, apenas dois a mais que Felipe Machiavelli (VW Polo #47, Roger Racing), enquanto Peter Tubarão (Chevrolet Onix #22, Paioli Racing) mantém-se na briga com 340 pontos.

Com os três separados por apenas 20 pontos, o título está completamente aberto. Futsuki e Machiavelli vivem um duelo particular, enquanto Tubarão aparece como franco-atirador, pronto para aproveitar qualquer deslize. Londrina deve ser decisiva nas largadas e nas freadas da Curva 1 — pontos em que ultrapassagens costumam acontecer e erros custam caro.

“Londrina é um circuito técnico, que cobra precisão em cada curva. A menor desconcentração pode comprometer toda a prova. É fácil querer forçar demais e acabar errando. A paciência e a leitura de corrida serão essenciais. A vontade de vencer está sempre presente, mas numa final como essa, com tudo em jogo, a estratégia precisa ser mais inteligente do que nunca. Uma corrida fora por erro ou toque pode custar o campeonato”, ponderou Futsuki.

“Chegar nessa final com a diferença tão pequena é o tipo de situação que exige 100% de equilíbrio entre homem e máquina. O carro precisa estar perfeito, porque qualquer falha mecânica pode ser decisiva. Mas o controle emocional é o que segura tudo no momento crítico”, ressaltou.

Com cinco etapas já realizadas — em Campo Grande (MS), Cascavel (PR), Guaporé (RS), Tarumã (RS) e novamente em Cascavel —, o Campeonato Marcas Brasil Racing 2025 chega ao fim no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina (PR), entre os dias 28 e 30 de novembro. A etapa encerrará uma temporada marcada pela competitividade e pela constância dos pilotos que mantiveram vivo o espírito da MBR: correr com estratégia, técnica e cabeça fria até a bandeirada final.

O Campeonato MBR 2025 conta com patrocínio da Scherer Autopeças e Speedmax, além dos fornecedores oficiais Zanoello e RCP Racing/Sparco.

 

Campeonato MBR – Classificação extra-oficial após cinco etapas:

Resultados completos MBR2000: https://www.marcasbrasilracing.com.br/classificacao-mbr-2000-temporada-2025

Resultados completos MBR1.6: https://www.marcasbrasilracing.com.br/classificacao-mbr-2025

 

MBR2000 A (5 primeiros colocados)

1) #9 Rafael Barranco, 360 pontos

2) #17 Gustavo Magnabosco/Henrique Basso, 350

3) #92 Lamartine Pinotti, 279

4) #21 Peter Tubarão, 241

5) #56 Fausto De Lucca/Richard Heidrich, 209

 

MBR2000 B (5 primeiros colocados)

1) #34 Rodrigo Elger, 343

2) #132 Naor Petry, 300

3) #707 Fernando De Toffol/Rafael Salido, 233

4) #45 Junior Helte, 189

5) #422 Gerson Marek, 176

 

MBR2000 Sênior (5 primeiros colocados)

1) #38 André Jacob, 390

2) #96 Marcos Paioli, 359

3) #88 Toninho Espolador/Kadu Silva, 321

4) #422 Gerson Marek, 290

5) #18 Gilberto Silveira da Silva, 231

 

MBR (1.6) Super (5 primeiros colocados)

1) #63 Gustavo Magnabosco, 358

2) #16 Richard Heidrich, 323

3) #48 Gabriel Ymagava, 304

4) #21 Eduardo Pavelski, 265

5) #17 Henrique Basso, 262

 

MBR (1.6) Elite (5 primeiros colocados)

1) #777 Raphael Futsuki, 360

2) #47 Felipe Machiavelli, 358

3) #22 Peter Tubarão, 340

4) #100 Evandro Maldonado/Roberto Bonato, 136

5) #27 Natan Sperafico, 103

 

 

Confira os locais e datas do calendário da MBR 2025:

1ª Etapa - 28/29/30 de Março - Campo Grande (MS)

2ª Etapa - 09/10/11 de Maio – Cascavel (PR)

3ª Etapa - 04/05/06 de Julho – Guaporé (RS)

4ª Etapa - 08/09/10 de Agosto – Tarumã (RS)

5ª Etapa - 03/04/05 de Outubro – Cascavel (PR)

6ª Etapa - 28/29/30 de Novembro – Londrina (PR)

Fonte : SIG Comunicação

Foyos : Daniel Gomes